Vida Virtual
Lá por 1994 quando eu começava a me interessar por computador eu já ouvia, e previa, sobre o “Mundo Virtual”. Sempre pensei ser possível uma pessoa fazer a maioria das coisas costumeiras pelo micro. Usar o banco, fazer compras, pesquisas e ter relacionamentos. Imaginava que em 2008 as pessoas sairiam da frente do micro só para comer, ou passear ao vivo com as pessoas que ela conheceria através dessa máquina. Eu já imaginava esse mundo virtual só que um pouco mais high tech.
Imaginava mesmo que colocaria um óculos ou uma interface neural e sairia nos vários universos espalhados pela rede. Andando mesmo. Tocando tudo a minha volta, experimentando, por exemplo, um notebook na loja da Apple, virtualmente, mas de corpo virtual presente.
Só falávamos e pensávamos como seria esse mundo virtual.
Hoje, posso dizer que mesmo com o Second Life, que eu detesto e acho super medonho, não existe um mundo virtual e sim uma Vida Virtual.
Eu tenho uma vida virtual extremamente corrida e movimentada.
Tenho esse blog que tento atualizar todos os dias. Tem a Valinor no qual sou moderador do fórum, assim como Meia Palavra que serei colaborador na área de literatura. Tem Lastfm no qual não me permito julgar o gosto musical de ninguém, mas sim descobrir novas bandas e músicas. Depois vem o Twitter que tento manter atualizado e o Fotolog que dia sim, dia não, tem uma foto nova. Meu trabalho real também requer de mim uma vida virtual, pois tenho que sempre estar atento a tudo que vai entrar na página da Vivo. Fora os e-mails das minhas 4 listas e todos os blogs e fotologs que visito diariamente, junto com sites de jornais, portais e outras coisinhas a mais que, lógico não sou de ferro, dou uma olhadinha na internet. Msn, Gtalk, Skype , Word of Warcraft e o Winning Eleven que tento jogar. Contemos ai bancos, cartões e tudo mais para conferir.
Ufa! E por um absurdo ainda tenho que viver minha vida real.
Mas tem gente que faz muito mais.
E não pense que a vida virtual não tem estresse e aborrecimentos. Tenho que, na Valinor, sempre tentar ser um bom moderador e contornar pequenas crises de egos entre os usuários. No Meia Palavra é mais tranqüilo. Aprendo muita coisa, mas quando a colaboração começar realmente terei que ficar antenado mais ainda no mundo da literatura e preparar alguns artigos. Nos blogs, ler com atenção e debater idéias com esses amigos virtuais. Aqui no blog, prestar muita atenção se nenhuma informação passada é errada ou destoante do meu modo de pensar e agir.
Mas é claro que tem seu lado bom. Matar alguns principiantes no PVP do Word of Warcraft, ler coisas magníficas escritas pelos meus amigos pelo mundo virtual, poder falar com meu amorzinho que ta longe.
Enfim, é uma vida igual a real. E que cada vez mais fica difícil desvencilhar uma da outra. Adoro tecnologia e suas facilidades assim como adoro a minha vida virtual. Mas percebi que quanto mais temos mais damos valor ao real.

Então, até namorado eu consegui pela internet! =D
às vezes parece sufocante esse monte de coisas novas que nos “obrigamos” a fazer… mas tem o fato de que também pudemos trazer para a vida virtual atividades e obrigações que antes fazíamos na vida real… então acaba valendo a pena.
O tempo que gastamos atualizando blog, twitter e o caralho a quatro, era o tempo que a gente passava numa fila de banco pra fazer coisas que hoje levamos 5 minutos na internet pra resolver.
Eu estou indo na contra mão… A Internet tá me cansando um pouco, ando sem paciência pra discussões.
Mas eu tenho passado grande parte do tempo no Youtube e nem é vendo só besteira. A Internet me dá a possibilidade de ver o que está acontecendo ali, hoje mesmo em outros países, as vezes até do outro lado do mundo. E eu acho tão legal fazer parte desse momento de poder ter tanta informação a minha disposição.
E o avanço da tecnologia? Hoje mesmo estava pirando no trabalho com isso. Um amigo estava mostrando um vídeo da filhinha de um ano dele no MP4. E eu fiquei pensando em como era mais triste antigamente, e quando eu digo antigamente nem era a tanto tempo atrás, as pessoas perdiam essa fase do crescimento dos filhos muito rápido. Ficavam apenas memórias, mas hoje em dia vc vai poder ver seu filho dando os primeiros passos mesmo quando estiver velhinho.
Parece uma coisa meio óbvia mas isso é tão grandioso. Não existe comparativo na história. E eu fico pensando que nessa velocidade, com as novas descobertas o que mais o homem será capaz de fazer.
“E que cada vez mais fica difícil desvencilhar uma da outra.”
Eu não diferencio mais “real” de “virtual”. Essa vida, amigos e contatos “virtuais” se tornaram tão reais pra mim quanto qualquer outra coisa. Porra, é só olhar aonde eu estou agora, e cercada de quais pessoas, que eu vejo que a maioria dessas coisas teve início lá atrás com algo virtual, mesmo pessoas que eu nao tenha conhecido pela internet, mas porque conheciam a mesma coisa que eu conhecia pela internet.
Acho que isso de real e virtual parece bastante com o que uma professora minha falava sobre literatura: quem disse que não é real? Se você está vivendo aquilo, é claro que é real.
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